sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Get Rock


No dia 27 de janeiro último entrou nos ares da internet uma matéria feita por Rívson Batista, um colega da UFAL, com o título "A roupa como instrumento de comunicação". Este que vos escreve participou da matéria na condição de entrevistado e fotografado. Segue um trecho da matéria, que se encontra completa no link http://gazetaweb.globo.com/Canais/Noticias/Noticias.php?n=145298.

MUSICALIDADE

Já dizia Nietzsche: “sem música, a vida seria um erro”. Muita gente concorda com o filósofo. Sem dúvida, a maior parte das “camisas que falam” utiliza-se de imagens, partes de canções ou pensamentos de artistas. Neste caso, não. Salomão Miranda, estudante de Jornalismo da UFAL, adquiriu uma camisa que estampa a seguinte mensagem: “Get Rock”. “Comprei a camisa porque traz a temática da música em sua frase. Está escrito Get Rock, ou seja, ponha rock na sua vida”, diz.

O estudante diz que não comprou a camisa por preferência a um único gênero musical, mas apenas por ela trazer a temática da música. “A música é uma das minhas paixões. A camisa combina comigo uma vez que tenho um gosto musical bastante diversificado, indo do rock ao samba”. Algo que precisa ser enfatizado também é a influência que o idioma inglês exerce nesta “moda que fala”. É o caso de milhares de camisas com expressões estrangeiras à venda no Brasil e também em Maceió. Estaríamos desvalorizando nosso idioma ?

“Pode sim desvalorizar o idioma se não soubermos como usar as influências que chegam de outros países. Somos bombardeados por informações advindas das mais diversas partes do globo, sobretudo, após a crescente popularidade da internet”, Salomão analisa. O universitário completa o pensamento dizendo que é inútil formar barreiras para a chegada de novas palavras em terras brasileiras, mas que o povo deve ter um equilíbrio na hora de utilizar expressões estrangeiras. Quanto a ter comprado a camisa pela vontade de se mostrar de determinado grupo, Salomão diz que esta não é uma preocupação: “Quando comprei a camisa, não foi para ser visto como alguém de algum grupo, mas reconheço que, à primeira vista, alguém pode me taxar de um "rockeirozinho" revoltado. Mas, no meu caso, não compro roupas para me encaixar em determinada tribo”.

Gazetaweb, Reportagem: Luiz Mazo, Colaboração: Rívison Batista


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Zezé, Luciano e Nelson Motta


Dia 23 de dezembro último assisti ao programa “Altas Horas”, apresentado por Serginho Groisman. A atração se vangloria por ser “vida inteligente na madrugada”. Infelizmente não consigo enxergar inteligência naquele programa. Vejo um desfile de artistas que vão para a tv falar da sua vida pessoal e uma platéia incapaz de formular perguntas diferentes e críticas.

Pois bem. O “Altas Horas” exibido na madrugada do dia 23/12/08 contou com a presença do jornalista e crítico musical Nelson Mota e da dupla Zezé di Camargo e Luciano.

Em nossa sociedade as contendas entre particulares rendem audiência. Por isto acredito que o encontro entre a dupla sertaneja e o crítico não foi mera coincidência, pois é sabido que Zezé e Luciano e Nelson Motta andaram tendo umas desavenças por aí.

Incitado pelo apresentador do “Altas Horas” a discorrer sobre a contenda com a dupla, Nelson Mota foi bem mais tímido, por estar cara a cara com os seus criticados, do que quando o vi em outros programas falando sobre o estilo sertanejo. E disse Mota que não gostava do sertanejo por que não entendia aquilo, já que o jornalista fora criado no Rio de Janeiro, onde desde pequeno ouvia jazz e outros ritmos mais refinados.

Ora, caro leitor, cara leitora... Nelsinho Mota, além de num dado momento ter exagerado no elogio a Zezé di Camargo como intérprete, “esqueceu” de dizer as verdadeiras razões para que criticasse o estilo sertanejo. Ele sabe e entende muito bem por que critica as músicas do Danieis e Cia. Sabe muito bem que as letras são compostas de rimas paupérrimas, as harmonias são bastante simplórias e a mensagem é sempre a da dor de cotovelo.

E o pior é que Zezé se empolgou com os elogios recebidos como intérprete e se arriscou a cantar música de Tim Maia sem saber a letra. Noutro momento cantou só uns dois versos de outra música gravada por Tim, mas o suficiente para perceber o esforço gutural que pode fazer com que um dos cantores mais ricos do país perca a voz em alguns anos. Ô coisa feia, viu?