segunda-feira, 12 de maio de 2008

PROTECIONISMO CULTURAL

Muito se fala que os pernambucanos valorizam a cultura, investindo em grandes eventos, apoiando os talentos locais e promovendo uma boa divulgação nacional. Reclama-se que o estado de Alagoas peca neste assunto, não valorizando suas raízes culturais e absorvendo de forma maciça o que vem de fora das terras caetés.

E isto parece ser verdade. Só para citar alguns exemplos: o Museu Théo Brandão exibe, num de seus corredores, uma coleção de cerâmica figurativa do México (!); o coral que “abriu” a aula-espetáculo de Ariano Suassuna, no Centro de Convenções, cantou a música “A feira de Caruaru” (!!); o Caderno B, da Gazeta de Alagoas, maior jornal em circulação do estado, traz uma grande quantidade de matérias com filmes internacionais e artistas de outros estados, como num dia desses, quando foi publicada uma matéria sobre Adriana Calcanhotto, artista que nem está entre as atrações do roteiro cultural de Alagoas.

Os interessados pelos rumos da cultura local precisam ter a noção de protecionismo cultural, que consiste em proteger a arte de Alagoas, para que ela tenha estímulos de criação e maior potencial de divulgação nacional e internacionalmente. Não se trata de desvalorizar o que é produzido em outras paragens, mas de proteger os artistas locais, a fim de dar mais condições de trabalho a estes que são responsáveis em grande medida pelo potencial turístico alagoano, dentre tantos outros benefícios aos alagoanos.