quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Malacada e Pauline Alencar no Orákulo!


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vida de Músico

Uma música é composta por várias camadas de informação, sendo que essas camadas são gravadas individualmente. São inúmeros os ensaios, os estudos, as sugestões e audições para se obter um fonograma.

Por exemplo, numa música que tenha cinco instrumentos e a voz do cantor, cada instrumento entra em estúdio individualmente para gravar a música inteira. Depois o cantor grava sozinho a voz, ouvindo os intrumentos que foram gravados. Ainda é preciso mixar, que é ajustar o volume dos instrumentos para que nenhum se sobressaia, a não ser que esta seja a intenção.

No vídeo abaixo, o baterista Guma Sena está gravando uma faixa. Com esse vídeo eu me arrepio todo! Só tenho isso a dizer hoje.


sábado, 21 de novembro de 2009

e a música mata?



Inúmeras maneiras de gastar a vida
Álcool, tabaco, cocaína, amor, música...
O álcool mata muito
Baforadas fedorentas de tabaco matam muito
Uma dose excessiva de cocaína não faz lá muito bem
Há casos de morte por conta do amor; Eloá morreu!
E a música mata? 

(No vídeo temos Elza Soares interpetrando "Pranto Livre", de Everaldo da Viola e Dida)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

atlântico negro



Ninguém sabe onde vai desembocar a estrada da vida, mas é lindo o caminhar. Às vezes sentimos vontade de parar e simplesmente contemplar os cavalos que passam. Alguns começam a sambar e apelam a algum orixá. Outros nem chegam a refletir; quedam pulando que nem pipoca em seus abadás de centenas de reais. Há aqueles que viajam ao sul do país para matar saudade de outras vidas. Outros ficam quietos, soturnos, porque sabem que a maioria dos macacos é fútil pavão. Mas não são frágeis por isso. Sensíveis, pois sentem a ausência do útero quando eram fetos. É indiferente saber qual o sotaque de quem não pensa sobre a vida, pois estes estão em todas as regiões geográficas. O que pensará Bush sobre a vida? Seu “boa tarde, povo!” será sincero ou a guerra no Iraque é prova inconteste de sua irreflexão? Vai, Bush, até o chão!

*Texto meu baseado no disco Atlântico Negro, quinto álbum do catarinense-alagoano Wado. Acesse www.wado.com.br e baixe gratuitamente as 11 faixas do disco.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

síndrome do túnel do carpo

              um morcego sem radar
um pintor sem pincel
um carrossel sem cavalo
um cavalo sem crina
uma boca sem dente
uma mulher sem tesão
um homem sem ereção
uma bolsa sem mulher
uma feminista sem discurso
um hospital saudável
um artista sem arte
um cavaquinho sem corda
um pandeiro sem platinela
um sapato sem
uma cadeira sem bunda
água sem H 2O
um químico sem laboratório
um livro sem caracteres
um compositor sem tempo livre
fafá de belém sem exagero
óculos sem olho
autor sem leitor
leitor sem CD
basquete sem bola
produtora sem cultura
jornalista sem jornal
chocolate sem desejo
asa-branca sem asa


oh! síndrome do túnel do carpo
as sessões de acupuntura te esperam
ao final, livrear-me-ei de ti
e todos os desencontros virarão encontros
assim voltarei de mansinho
pro meu violão e pro meu cavaquinho

domingo, 9 de agosto de 2009

Silêncios

O silêncio não é um pedaço de papel
O dinheiro é um pedaço de papel

Silêncio para compor
Silêncio para adentrar no íntimo do ser
Silêncio, silêncio, silêncio

Antunes e Brown andaram procurando o silêncio original

(letra de Salomão Miranda, inspirada no ensaio Solidão, do livro O Vazio da Máquina, de André Cancian. Com referências à música O Silêncio, de Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown)

Para Ísis

eu amo mesmo
e fico com saudade quando tu viajas
ou quando viajo para viajar

eu quero que tu chegues para enroscar
meu corpo em teu corpo e assim nos confundir

guerreira, esbelta, altiva, menina
na elucubração fizestes pensar
e me sentir um homem pronto pra te amar

sexta-feira, 5 de junho de 2009

PENTEIOS DE GATO - GRUPO MUSICAL PROMOVE DIVERSÃO E INTEGRAÇÃO NA RESIDÊNCIA UNIVERSITÁRIA DA UFAL

Triângulo, violões, zabumba, ganzá, caixa de som, microfone, cachaça e alegria. Estes são alguns dos ingredientes utilizados pelo grupo Penteios de Gato para divertir a Residência Universitária Alagoana (RUA), no centro de Maceió.
Os ensaios acontecem em determinados quartos da RUA ou no espaço de lazer chamado de Centro de Encontro Universitário (CEU). Ensaios que na realidade não são ensaios, pois ninguém pára se um acorde saiu errado ou o vocalista errou o tom. Esses espaços servem para reunir a turma de amigos, brincar, beber, dançar e se divertir com a música tocada. E não se espere profissionalismo musical da Penteios de Gato: é música como pretexto de diversão.

O grupo é formado por quem mora ou já morou na RUA, com exceção de Tonho do Baixo, que mora em Satuba e é irmão de um ex-residente (residente é o nome que se dá a quem mora na RUA). A formação atual é: Carlos Chamamé (voz e triângulo), Tonho do Baixo (violão base e solo), Paulo Sérgio (voz e violão base), Thales (zabumba, ganzá e triângulo) e Dema da Onça (triângulo e compositor).

Em junho de 2002 Paulo Sérgio chega à RUA e encontra o colega “T.G.”, que tocava percussão. Os dois se reuniam no quarto 218 para tocar, reunião que um dia foi presenciada por Curuvú, membro de uma antiga banda da RUA, a Samba RUA.

־ Que banda é essa?, pergunta Curuvú.

- A banda não tem nome, responde Paulo Sérgio.

- Rapaz... É a banda Penteios de Gato, por que eu nunca vi tanto cabelo, sugere Curuvú, referindo-se a pêlos de gato encontrados na cama de “T.G.”.

Assim surgiu o nome da banda, por causa de pêlos de Gorda (gata de estimação que vive na RUA até hoje) percebidos numa cama.

O repertório do grupo é composto por, dentre outros, Luiz Gonzaga, Jorge de Altinho, Zé Ramalho e Alceu Valença, além de músicas do estilo brega e sertanejo e algumas paródias.

Característica marcante do grupo Penteios de Gato é a descontração, a música vista não como meio para se ganhar dinheiro, mas como forma de reunião para descontração. As bebidas alcoólicas são integrantes assíduos dos ensaios da Penteios de Gato, e é aí onde entram algumas controvérsias. Adalberon Júnior reclama que o grupo musical da RUA não se preocupa com a poluição sonora. “As reuniões da Penteios de Gato às vezes ganha ares de perturbação da ordem. Eles já tocaram em locais onde as pessoas estavam estudando, e mesmo nos fins de semana já houve várias reclamações, devido ao volume alto do som do grupo. Isso se agrava devido ao consumo de bebidas alcoólicas, quando as pessoas perdem um pouco o senso de responsabilidade”, desabafou o residente.

Os integrantes do grupo se defendem dizendo que tocam no Centro de Encontro Universitário, local que não é destinado ao estudo, uma vez que a RUA dispõe de uma sala de estudos. “É verdade que quando bebemos perdemos um pouco do senso de responsabilidade, mas todas as vezes que as pessoas vêm pedir para baixar o volume, nós baixamos, sempre prezando pelo bom senso”, respondeu Chamamé.

Apesar de reclamações, o grupo Penteios de Gato possui admiradores até mesmo em casas de estudante de algumas capitais do Nordeste, devido às apresentações nos encontros regionais da casas de estudante, realizados uma vez por ano. Penteios de Gato é uma verdadeira instituição da Residência Universitária Alagoana e contribui para a diversão e integração das pessoas.

Acesse um vídeo da Banda Penteios de Gato: http://www.youtube.com/watch?v=6UB81yMEB8g

Acesse o blog da Banda Penteios de Gato: http://bandapenteiosdegatgato.blogspot.com/

sexta-feira, 29 de maio de 2009

a carne


Caros leitores,



seguindo meu intuito de publicar neste blog ao menos um texto por mês, é chegado o momento, no finzinho do segundo tempo, de escrever.



É... posso contar um pouco do que vivi neste tempo sem postagem.



Instalei o Linux Ubuntu no PC, e por causa dele atrasei minha vida virtual. O sistema é forte, seguro, leve e livre, mas para concorrer com o Windows ainda acho que há muito chão.



Este ano tomei como meta me aprofundar nos estudos do meu instrumento musical, o cavaquinho (ou cavaco, como queiram). Estou estudando com Wellington Pinheiro, um cara que até com Yamandu Costa já tocou. E pra tocar com Yamandu não é qualquer Chimbinha, viu? O método utilizado nas aulas tem sido a tablatura, para aumentar meu repertório "solístico". A tablatura funciona de uma maneira muito diferente da partitura, vez que nesta não há necessidade de se conhecer previamente a peça a ser executada. Não sei se existe uma tablatura padrão, com códigos específicos para indicar os elementos. É uma bom pretexto para uma pesquisa.



Continuo estudando Comunicação Social. Acredito que boa parte dos estudantes do curso tem uma mentalidade de ensino médio, por assim dizer. Isto porque não vejo muita movimentação na busca de extensão e pesquisa nem participação maciça nas lutas políticas ou filosóficas. Enfim, muitos não se sentem produtores de conhecimento, ainda estão no "esquema de escola, cinema, clube e televisão" (Renato Russo). Vejo pessoas conversando e olhando orkut e MSN durante as aulas. Vejo professores se degladiando, capricho de egos inflados. Vejo servidores técnicos desmotivados, sem sentido... E agora veio a chuva, alagando toda inércia daquele bloco. Será que acordaremos desta vez?



Comprei um livro intitulado O Vazio da Máquina, de Andŕe Cancian. O autor é de Catanduva, São Paulo. Ele mantém um site (ateus.net) com textos que acompanho desde minha adolescência. O Vazio da Máquina é um soco no estômago de quem se acha muito importante por ser gente.



O chorinho do Grupo Confraria Alagoana do Choro, no Orákulo, outra vez me surpreendeu. Se pudesse iria todos os sábados. Já dei uma canja lá, a convite do meu professor Wellington. O nível dos músicos é elevado. Eles tocam todos os sábados, há oito anos, caminhando para nove. Isso é que é sucesso! Mas infelizmente Maceió ainda não consegue ser um centro artístico de criação e divulgação. Por isso, as músicas tocadas pelo Confraria Alagoana do Choro são as distribuídas pelo eixo Rio-São Paulo.



Como neste texto há música e comunicação, mato dois coelhos numa cajadada só e o publico em meus dois blogs.



Sempre lembrando que “a carne mais barata do mercado é a carne negra” (Seu Jorge, Marcelo Yuca E Wilson Capellette)!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

CAZUZA: UM CRIATIVO

A classificação indicativa do filme Cazuza – o tempo não pára afirma: “Inadequado para menores de 16 anos. Drogas, conflitos psicológicos atenuados e temática adulta atenuada.” Deve-se concordar com esta classificação indicativa, pois o filme o qual retrata uma parte da vida de Agenor de Miranda Araújo Neto (04/04/1958-07/07/1990) é capaz de mexer com qualquer pessoa. Pode-se assistir à película e sentir atração ou ojeriza – nos mais diversos graus – ao personagem-título do filme; mas ninguém é capaz de ficar indiferente ao conhecer as peripécias do, segundo o personagem Caetano Veloso, maior poeta de uma geração.

Cazuza – o tempo não pára é um drama o qual tem a direção de Sandra Werneck e Walter Carvalho e atuações de Marieta Severo, Reginaldo Faria, Emílio de Mello e Daniel de Oliveira.

No presente texto pretende-se fazer uma correlação entre alguns capítulos de um livro e cenas e diálogos do filme. O livro é Criatividade e grupos criativos, de Domenico De Masi, editado pela Sextante.

Domenico De Masi, com base nas idéias do psicanalista Hillman, tenta responder à seguinte questão: “Quais são as idéias, as fantasias, as metáforas, os símbolos e as noções que temos da criatividade e dos criativos?” Diz ele: “Uma (...) idéia liga a criatividade à forma, à excelência, ao sucesso, e caracteriza o criativo na pessoa ambiciosa que subordina o interior e o privado ao exterior e ao público, ficando vítima da sua própria imagem mítica, da qual não pode mais fugir.” Percebemos isto no filme Cazuza na cena em que o personagem principal assusta-se com a própria fama, afirmando que está acontecendo tudo o que ele queria (“manchetes”, “aplausos”), e diz à sua mãe, Lucinha: “Tô sempre querendo alguma coisa... Se não tiver mais nada para querer... O quê que vai ser depois disso tudo?”

Em Criatividade e Grupos Criativos, recorrendo-se a um estudioso, profere-se o seguinte: “Murray escreveu que o criativo ‘deve experimentar um certo gosto pelo caos temporário’: o caos interior, devido ao turbilhão de idéias, dúvidas, exaltações e desencorajamentos; o caos exterior, devido às condições econômicas, aos relacionamentos interpessoais, aos conflitos da solidariedade; o caos da sorte e da desgraça, devido à alternância com que a natureza privilegia ou caprichosamente abandona os criativos”.

Este caos, este vaivém de que se fala é a tônica da vida do personagem Cazuza. Exemplos não faltam: cena em que o grupo de rock Barão Vermelho se impressiona com a performance de Cazuza; os constantes conflitos pessoais e profissionais devido ao fato de Cazuza não querer se subordinar a ninguém, nem ao grupo Barão Vermelho, nem aos pais, nem ao namorado; cena na qual Cazuza ameaça tocar fogo em gasolina próxima de seu corpo caso sua mãe não lhe dê um abraço; o Barão Vermelho pára de tocar porque Cazuza não está cantando corretamente; num ensaio do Barão, Cazuza insiste em ensaiar uma música do sambista Cartola, provocando divergências e posteriormente uma violenta discussão.

Há também o momento em que o cantor e compositor considerado um poeta da canção demonstra insatisfações em fazer parte de um grupo de rock e, após quebrar uma premiação referente a cem mil cópias vendidas do disco do Barão Vermelho, fala bem emotivamente a um amigo e colega de trabalho: “Aí é que tá Zeca, eu não sei se eu tô dizendo o que penso, cara... eu só sei que não tô dizendo o que quero. Eu gosto de bagunça, cara, bagunça! Eu gosto é de bagunçar! Eu quero é misturar, Zeca, misturar! Fazer coisa diferente, p...! Eu só acho que pra fazer do meu jeito... eu tenho que fazer sozinho, Zeca.”

Ainda existem exemplos do caos supracitado: o personagem Cazuza fala sobre a AIDS: “Essa doença é uma m...! Não querem que a gente seja feliz...!” E, após descobrir que tinha AIDS, o autor de “Ideologia” pensa no suicídio. Há a cena na qual o pai de Cazuza, João, diz que os amigos de seu filho não prestam. Prontamente, Cazuza rebate: “Nessa vida ninguém presta! Os meus amigos não prestam, eu não presto!... Você não presta.”

Em Cazuza – o tempo não pára temos a oportunidade de conhecer as canções de um dos maiores criativos da música brasileira. Canções estas as quais, diga-se de passagem, são carregadas de atitude e poesia.

É importante frisar que a criatividade do personagem Cazuza não estava limitada aos aspectos profissionais, estendendo-se à vida pessoal. Isto dá brecha para que se analise o filme com base em diversas teorias psicológicas, além do que foi aqui analisado. Prova disso é a euforia de Cazuza ao versar sobre o ato de cantar: “Cantando a gente inventa, inventa um romance, uma saudade, uma mentira. Cantando a gente faz história. Foi gritando que eu aprendi a cantar. Sem nenhum pudor, sem pecado. Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos, pra sentir o mundo, pra seduzir a vida.”

terça-feira, 17 de março de 2009

FEMUSESC: FESTA FECHADA PARA CONVIDADOS

O FEMUSESC é um festival de música considerado o maior e mais importante festival de Alagoas. Este ano, nos dias 13 e 14 de março, tivemos a 11ª edição do festival, com apresentação de músicas produzidas em Alagoas, além de O Teatro Mágico e Jorge Vercilo. Todas as músicas selecionadas para o festival são gravadas em CD e DVD e participam do Projeto Circulação SESC de Música Alagoana, com apresentações em cidades alagoanas. A música vencedora (de quê?) representa Alagoas no FEMUCIC, em Maringá-PR.
O FEMUSESC começa sua bagunça pelo nome. Em anos anteriores, ele era anunciado como festival, porém sua sigla foi modificada para Festa da Música do SESC. Ora, se mudou de nome, então estamos na 11ª edição do festival ou da festa? As pessoas ainda falam “o” FEMUSESC, mas, agora, deveria ser dito “a” FEMUSESC. Porém esta mudança de “Festival” para “Festa” foi criada para legitimar as contradições de um evento no mínimo estranho.

De toda forma, “a” ou “o” FEMUSESC é muito desorganizado! Não possui edital que defina os critérios, as notas para cada quesito e outras informações para que as músicas sejam escolhidas de maneira justa.

Em 2009, foram inscritas 270 músicas, até 13 de fevereiro. Três dias depois, em 16 de fevereiro, as canções selecionadas para se apresentar no estacionamento do Jaraguá já estavam arroladas no site do SESC. Ora, como ouvir e julgar 270 músicas num final de semana apenas? Quais foram os critérios de eliminação?

Como as canções são escolhidas, atualmente? Pelo famoso “Q.I.”, o “Quem Indica”. Um ex-funcionário do SESC descortinou para este escriba como funciona.

Num FEMUSESC passado, havia uma comissão para escolher a música vencedora. Nesta comissão havia um professor da Universidade Federal de Alagoas. Ao final das apresentações, o professor votou numa determinada canção, mas foi “encorajado” a observar melhor para uma outra. O professor, após uma certa pressão, votou na canção que o pessoal do SESC queria!

Também num FEMUSESC passado, um cantor inscreveu a gravação apenas de sua voz, sem acompanhamento de instrumento algum. E foi selecionado! Enquanto isto, outras bandas gastam seus parcos recursos em horas de estúdio para gravar algo de qualidade e não são selecionadas. Ademais, como música instrumental concorre com música mista (instrumental e vocal)? A letra e os arranjos das canções são analisados? Um cantor ou uma banda já conhecida em Maceió tem mais chance de entrar no festival?

São questões pertinentes a fim de moralizar o FEMUSESC, que atualmente seleciona as pessoas pelo grau de conhecimento com os funcionários do setor de música do SESC. Uma dica: observem o edital do FEMUARTE, o Festival de Música e Arte de Garanhuns-PE. Percebam a diferença na organização de um festival. Tudo bem que o FEMUARTE cobra R$ 50 por música inscrita, mas, se o SESC consegue realizar um festival sem cobrar inscrição, que o faça da melhor forma possível!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A GENTE "NÃO" SE VÊ POR AQUI!

Estava em Garanhuns jogando cartas com meu sobrinho quando escuto ao fundo Lenine cantando na novela Caminho das Índias. Fiquei estupefato! Disse para minha mãe de pronto: "Rapaz! A outra novela, aquela Duas Caras, também tocava uma música de Lenine, e agora ele engata mais uma na novela das oito seguinte!"

Fiquei realmente pasmado. Daí a primeira pergunta que me veio foi: "Será que não há artistas no Brasil suficientes para ocupar a grade sonora das novelas globais, a ponto de termos um mesmo artista gozando dos benefícios de ter um música numa telenovela?"

É óbvio que existem centenas ou milhares de artistas com uma qualidade de produção suficiente para serem ouvidos por milhões de telespectadores. O problema é que nem todos moram no Rio de Janeiro, terreiro-mor da Rede Globo. Também nem todos pertencem a uma grande gravadora como a de Lenine, que é a Universal.

Longe de mim duvidar da qualidade técnica e artística do pernambucano Lenine. Pelo contrário, eu gosto de suas canções, tenho em meu mp3 player as músicas de seu mais recente CD, intitulado Labiata, que é uma primorosa obra da Música Popular Brasileira. No entanto, a minha crítica fica aqui registrada para a Rede Globo, que é uma empresa que funciona por concessão pública, mas não abre espaço democrático para que um número maior de artistas sejam apreciados. Assim, a empresa não faz jus ao slogan A gente se vê por aqui, uma vez que todos os dias vemos o Cristo Redentor nas novelas, mas nunca assistimos ao Teatro Municipal de Manaus, nem escutamos Vitor Pirralho ou a Banda Eddie nos folhetins.

Precisamos de um modelo de comunicação mais democrático que o atual, para que mais pessoas tenham oportunidade de chegar a um público maior. A Reforma Agrária de Wado não serve só para o rádio, a televisão também precisa de uma reformulação.
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- Para ouvir Reforma Agrária do Ar, de Wado, baixe o CD Terceiro Mundo Festivo em www.uol.com/wado
- A caricatura de Lenine é de autoria de Lucas Lima. Blog: www.ocaricato.zip.net

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

COMPOSITOR: E AGORA?

Em 18/12/08 postei um tópico na comunidade do respeitado artista Wado. Transcrevo a seguir minha postagem:

"Pessoal, Wado sempre diz que coloca os discos na internet não porque ele é bonzinho, mas como uma estratégia de distribuição. Mas ele diz também que com isso está lesando os compositores, que não sobem no palco. Esses compositores têm sido lesados pela pirataria de uma forma absurda. Uma pessoa que deseja se dedicar unicamente à composição, como fica?

A pirataria e baixar música pela internet parece ser algo que não tem volta. No entanto, como incentivaremos financeiramente os compositores. Isto é uma coisa que nós ainda não sabemos direito. Tudo está muito confuso.

Além de tudo estar confuso, não vejo discussão alguma no sentido da questão acima. Todo mundo baixa música sem culpa, e compra CD pirata da mesma forma. Não que eu não faça isto também, na realidade acho até muito bom tudo isso.

Porém precisamos discutir formas de sustento para o compositor, dentro da perspectiva de nossa sociedade capitalista.

Alguém tem alguma sugestão?"

Obtive no dia seguinte, a resposta do internauta Almir: "Tenho não."

Terão os queridos leitores deste blog alguma sugestão?